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CRÔNICA SOBRE INFLUÊNCIAS
18/10/2021 21:16 em Plot Twist

Nas últimas férias, decidi começar uma série nova e simplesmente ignorar todas as outras que eu havia começado, mas não tinha terminado. “Sex And The City” (1998) da HBO, rapidamente se tornou um vício e eu me encontrei totalmente dependente do decorrer da vida de Carrie Bradshaw, a protagonista, para que eu pudesse viver a minha vida. 

Carrie é uma jornalista da high society de Nova York, que escreve uma coluna sobre sexo e relacionamentos na cidade. Ela expõe suas experiências e as de suas amigas, enquanto questiona o leitor sobre esses assuntos e a sua situação. O interessante é justamente a forma que os diretores e roteiristas utilizam da coluna da protagonista para guiar o roteiro da própria série.

Quando percebi essa relação, achei genial. Como uma estudante de jornalismo que sonha com a possibilidade de morar em Nova York, a vida de Carrie é o exemplo perfeito de meta para mim, e com certeza se eu fosse uma cidadã nova-iorquina, seria uma leitora fiel das crônicas dela. Pois além dos questionamentos que ela traz serem extremamente úteis, ela expõe a própria vida de uma maneira um tanto quanto irresponsável, e eu sou fofoqueira (fofoqueira não, estudante de jornalismo), então iria querer me atualizar sempre que possível. Mas voltando ao fato de que a série conecta bem o universo do show com a profissão da personagem principal, destaco o quão inspirador é para mim, em dois sentidos. Primeiro, dentro do conteúdo mesmo, como eu disse anteriormente, a vida da Srta. Bradshaw é um sonho. Segundo, saindo do conceito da personagem, a montagem do roteiro (que é inspirado em um livro semi-autobiográfico criado por Candace Bushnell) é muito bem executada e envolvente.

O que quero dizer (a Carrie fala muito isso nas colunas dela, sempre quis usar num texto meu) é que no geral me senti representada (Pobre Anna Millard, que não está nem na metade do curso e mora no interior de Minas Gerais). Mas representada na ideia de futuro que almejo para mim (agora sim), e na vontade que eu sinto de poder fazer com que os outros se sintam representados assim. 

Enfim, o meu ponto principal, é dizer que acho muito maneiro como um conteúdo midiático, que muitas das vezes a gente nem espera, pode trazer tantas interpretações e questionamentos, além de é claro, inspirações e incentivos como Sex and The City trouxe para mim. Não é sobre a série em si (até porque minha mãe vai ler esse texto e não quero que ela pense que me identifico com as partes sexuais, que são pelo menos 70% dos assuntos da série), mas sobre como os pequenos detalhes que formam um personagem, ou num âmbito maior, formam um filme ou uma série, têm essa capacidade de mudar a percepção de vida, e mesmo influenciar o futuro de uma pessoa. Eu inclusive escolhi meu curso baseado em uma série que eu estava assistindo na minha época de vestibulanda, mas isso é assunto para outro dia... Talvez eu seja uma pessoa muito influenciável (não sei se isso é saudável), mas sei que a arte, e o cinema principalmente, tem um peso muito grande nas nossas vidas, e isso tudo que eu citei através de uma experiência pessoal não é nem metade do quanto eu acredito que realmente haja de influência por esses meios.

 

 

Por: Anna Millard, estudante do 2° período de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

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