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IMPORTÂNCIA DA LÍNGUA DE SINAIS E A REPRESENTATIVIDADE SURDA NO CINEMA ATUAL
18/11/2021 18:35 em Plot Twist

As línguas de sinais são línguas visuais criadas em comunidades de pessoas surdas, ou derivadas de outras línguas de sinais. Esse tipo de língua faz o uso de sinais como palavras articuladas, principalmente pelas mãos e decodificadas pela visão.

Muita gente pensa que a língua de sinais é só um conjunto de gestos para palavras de determinado idioma, mas vai muito além disso! Trata-se de outro idioma, com suas regras, sua própria estrutura e complexidades.

Por centenas de anos, o oralismo dominou a comunicação com os surdos, chegando até serem banidas as línguas de sinais como método educativo, mas ela resistiu, e hoje são mais de 200 espalhadas pelo mundo!

Aprender uma língua de sinal é de extrema importância social e emocional, não somente para pessoas surdas, mas também para quem convive com uma e/ou irá conviver em algum momento. O cinema, por sua vez, nos traz obras maravilhosas, em que não só pessoas surdas são incrivelmente representadas, mas que trazem a língua de sinal como importante forma de comunicação também.

Segue uma lista de filmes e séries para assistir com personagens surdos que utilizam a língua de sinais para se comunicar:

 

 

Um Lugar Silencioso (2019):

Foto: Filme Um Lugar Silencioso

 

Dirigido por John Krasinski, o filme conta a história de uma família tentando sobreviver num mundo pós-apocalíptico, dominado por criaturas carnívoras, que são atraídas pelo som. Com uma filha surda e a necessidade de permanecer em silêncio o tempo todo, o filme se passa inteiro em língua de sinais, com pouquíssimos diálogos orais. É uma narrativa emocionante que, além de trazer a importância da linguagem não oral para a comunicação, conta com uma protagonista surda. A personagem de Millicent Simmonds é deficiente auditiva desde os 11 meses de idade, dando um show de atuação ao lado de Emilly Blunt e John Krasinski.

 

 

Família Bélier (2014):

 

Foto: Filme A Família Bélier

 

O filme francês narra a vida de Paula, a adolescente que é o único membro ouvinte de sua família e acaba descobrindo ser um grande talento da música. Uma história linda que não só explora os dramas cotidianos da adolescência, como primeiro amor, problemas na escola, brigas com os pais, mas que também traz a reflexão da necessidade de TODOS saberem a língua dos sinais, já que a menina precisava cuidar dos negócios da fazenda da família e das traduções, se mostrando um grande peso para ela durante a trama.

 

 

A Voz Silêncio (2016):

 

 

A animação japonesa conta a história de Shoya Ishida, um bully, e Shoko Nishimiya, uma garota surda que era sua vítima no fundamental. Anos depois, eles se encontram na nova escola,e Shoya faz de tudo para se redimir com a garota pelo que fez a ela no passado. Além de falar sobre capacitismo, bullying, traumas, o anime traz reflexões sobre transtornos mentais, e mostra um pouco da realidade da educação de pessoas surdas no Japão. É uma história fofa e dramática, com uma evolução intensa dos personagens. As cenas mais fofas são as que Shoko ensina a língua de sinais para Shoya.

 

 

Eternals (2021):

 

Foto: Poster do Filme Eternals

 

Ambientado após Vingadores: Endgame, o novo filme da Marvel mostra a origem e trajetória dos Eternos, um grupo de alienígenas imortais que guardam a Terra dos Deviantes. Apesar da temática do filme não ser sobre deficiência auditiva, ele conta com a atriz surda Lauren Ridloff no papel de Makkari, uma dos Eternos. No filme, todos do grupo utilizam da língua de sinais para se comunicar com Makkari, e a atriz contou em entrevistas sua experiência positiva trabalhando num grande estúdio pela primeira vez, além da forma que seus colegas de cena a ajudaram a lidar com as dificuldades.

 

 

Crisálida (2019):

 

Foto: Poster da Série Crisálida

 

É a história de jovens surdos que enfrentam os desafios de um mundo desenhado apenas para ouvintes. A primeira série em libras, adaptada de um curta, explora as dificuldades dos surdos numa sociedade desadaptada, trazendo reflexões a respeito do capacitismo, e como coisas simples, tipo conhecer a família do namorado, pedir um lanche e ir no supermercado pode ser difícil para uma pessoa surda.

 

 

 

Por: Alice Oliveira Teixeira, estudante do 1º período de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

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