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CORINTHIANS AVANÇA PARA A FINAL DA LIBERTADORES FEMININA EM JOGO MARCADO POR OFENSA RACISTA
18/11/2021 20:47 em Esporte Plural

Foto: Staff Images Woman/Conmebol

O Corinthians se classificou para a final da Conmebol Libertadores Feminina com uma goleada histórica em cima do Nacional-URU por 8 a 0. Apesar do placar favorável para as corinthianas, o jogo foi marcado por um ato racista por parte das uruguaias.

Foi após o sexto gol, feito por Adriana, de pênalti, que o Corinthians expôs que a jogadora foi chamada de “macaca” por uma atleta do Nacional. A ofensa causou uma confusão entre os dois times e algumas atletas do Corinthians, como Vic Albuquerque, se emocionaram na beira do campo. Inacreditavelmente, a partida continuou sem qualquer intervenção da arbitragem na partida.

Na comemoração do sétimo e oitavo gols, as jogadores comemoram fazendo o gesto antirracista com o braço direito estendido como resposta ao desrespeito e apoio a Adriana. No final da partida, Adriana contou o que aconteceu, e disse que não ouviu a ofensa, mas que foi avisada por suas colegas de time e também lamentou a postura racista do time adversário.

"Queria falar o que aconteceu no lance do pênalti. A gente trabalha para que não aconteça. Não ouvi o que ela falou, mas todo mundo que escutou se sentiu mal. As meninas me contaram e me senti muito mal. Nunca passei por isso. A gente trabalha para que nunca aconteça. Espero que ela tenha consciência do que falou e respeite nosso trabalho. A gente trabalha pra botar o Corinthians na final. Espero que não aconteça com ninguém porque é uma sensação horrível", afirmou a corinthiana.

 

Veja nota oficial do Corinthians sobre o assunto:

O Sport Club Corinthians Paulista tomou conhecimento do relato das atletas do futebol feminino a respeito de injúria racial ocorrida na semifinal da Libertadores, a qual repudia veementemente. O clube se solidariza com Adriana e as demais jogadoras e, de imediato, presta a elas todo o apoio necessário.

A delegação feminina contará com todo suporte jurídico cabível para a apuração necessária e a punição contundente desse ato inaceitável.

 

 

Por: Erika Moura, estudante do 2° período de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

 

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