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PERSONAGEM DA SEMANA: NIGEL MANSELL
19/11/2021 22:09 em Esporte Plural

Para alguns, um dos pilotos mais performáticos e espetaculares que já passaram pela história da categoria, para outros, um glamoroso trapalhão desajeitado, e, bom, ambas as partes estão certas… até porque estamos falando de? De? Não seja impaciente - de? É claro que de Nigel Mansell, "o Leão", senhores! Sendo o britânico mais bem sucedido pré-Hamilton, Mansell teve uma carreira marcada pela equilibrada fusão do "tudo ou nada", onde tudo significa gerar uma invasão de pista após uma épica vitória em casa, e nada, deixar o carro morrer subitamente a menos de 2 quilômetros da bandeirada enquanto liderava com folga - tudo harmonicamente organizado em uma pessoa só. Considerações à parte, fato é que esse tortuoso talento chamou a atenção do icônico chefe do Team Lotus, Colin Chapman, o mesmo do artigo sobre o Emerson Fittipaldi, que lhe deu a chance de correr as 3 últimas corridas de 1980 por sua equipe. 

Por obra do destino, a estreia de Mansell não teria como ser diferente: um vazamento de combustível antes da largada o deixou com queimaduras de primeiro e de segundo grau nas nádegas, impossibilitando-o de correr. A parte deste inconveniente acontecimento, as quatro temporadas junto a Lotus não foram o sucesso que Nigel esperava, já que o time se encontrava em uma perceptível decadência desde o fim dos anos 70. Em 1985, com chance de ter um promissor inglês guiando para a sua equipe, Frank Williams o convida para pilotar o FW10B, carro que Mansell conquistaria a sua primeira vitória, no GP da Europa, em Brands Hatch. Para 86, a Williams adquire os motores Honda e contrata o bicampeão Nelson Piquet, esse que travaria a maior rivalidade que o britânico teria em toda a sua carreira, duelando as duas temporadas seguintes corrida a corrida - Mansell, no final das contas, perdeu ambas, tanto para Alain Prost, da McLaren, quanto para o brasileiro.

 

 

Para os três anos que se seguiriam, o inglês se mudaria para a Ferrari, onde não teria a mesma competitividade que na equipe de Grove. No calor da situação, pensou até em se aposentar no fim de 90, mas um convite de um amigo próximo seu o impediu de fazer isso: Frank Williams, ele mesmo, novamente reviveu a carreira do Leão. Aceitando a sua cartada final, Mansell tinha de novo um carro à altura de um título, o FW14. A bordo dele, o britânico disputou até o final com Ayrton Senna, mas perdeu por chances jogadas fora, como o pneu mal colocado em Estoril e o "carro que morreu" em Montreal. E com três campeonatos perdidos, muitas trapalhadas e certos azares, o britânico teve a melhor temporada que um piloto sonharia em ter, em 1992: a bordo de uma das melhores máquinas já projetadas da história, o Williams FW14B, "o carro de outro planeta", obteve 9 vitórias e foi campeão com 5 corridas de antecedência - uma lavada na concorrência. Ao final desse ano arrebatador, o Leão se aposentaria, sendo o terceiro maior vencedor da história da categoria naquela época.

 

Seja pelas performances dignas de um showman, pelos lances um tanto atrapalhados e inconsequentes ou pelo bigode reconhecível até de longe, como o do Freddie Mercury, Nigel Mansell é uma das figuras mais atemporais que já sentaram dentro de um cockpit de Fórmula 1, e é o nosso personagem da semana.

 

 

 

Por: Gustavo Domingues, estudante do 1º período de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

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