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ELEIÇÕES 2020: ENTENDA COMO O COVID-19 AFETA AS DISPUTAS MUNICIPAIS
07/10/2020 17:29 em Política

A pandemia do coronavírus mudou a forma de trabalhar, estudar e até de se consultar com um médico. Por isso, não poderia ser diferente com as eleições municipais deste ano. Quase 147 milhões de brasileiros devem ir às urnas para escolher o prefeito e o vereador da cidade onde moram.

 

O avanço da pandemia do novo coronavírus no Brasil levou a mudanças estruturais no calendário das eleições municipais de 2020. O primeiro turno passou de 4 de outubro para 15 de novembro. Nas cidades em que houver segundo, o pleito foi adiado para 29 de novembro.

 

O tribunal tem feito uma série de orientações sanitárias para partidos e candidatos sobre o pleito que vai eleger prefeitos e vereadores. As determinações agora visam o início oficial da campanha eleitoral em 27 de setembro. Elas incluem:

 

-Em reuniões presenciais, calcular o número de pessoas presentes de acordo com a capacidade da sala, de modo a permitir distanciamento mínimo de 1 metro entre as pessoas;

-Evitar promover eventos com grande número de pessoas;

-Em eventos de campanha, utilizar espaços amplos e abertos para contato com outras pessoas e evitar aglomerações;

-Não servir refeições ou realizar outros eventos que impeçam o uso de máscaras faciais;

-Evitar a distribuição de material impresso de campanha.

 

Em entrevista com o jornal da Jovem Pan o cientista político Hilton Cesário Fernando disse acreditar que prefeitos e vereadores têm vantagem sobre os demais candidatos. “Isso porque com a diminuição do tempo de campanha e a pandemia tomando conta do noticiário, quem tem o cargo terá maior visibilidade”, acredita o cientista. Outra mudança feita pelo Congresso Nacional, desta vez em 2017, começa a valer este ano. A partir de agora, dois ou mais partidos não poderão se unir para disputar uma vaga de vereador. Na opinião de Hilton Cesário Fernando, a medida era necessária. “Não fazia muito sentido ter vários partidos coligados para cargos proporcionais. Se o partido quer representatividade, ele deve lançar o seu próprio candidato, sua própria lista e brigar por isso”, explica.

 

Por causa da pandemia, uma das preocupações dos eleitores é com a urna eletrônica. Será que uma pessoa pode se contaminar ao digitar o número do candidato? Segundo o infectologista Alexandre Naime Barbosa, as chances são baixas. Ele explicou que a contaminação por contato corresponde a cerca de 10% das infecções pelo coronavírus. “Se não for respeitar o espaçamento nessas filas que serão formadas para o eleitor entrar na sala de votação e se essas pessoas não estiverem usando máscara, você terá um ambiente de transmissão do vírus”, afirma.

 

A porta-voz do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, Nádia Pinheiro, diz que especialistas estão preparando um protocolo nacional de segurança para as eleições. “O que queremos reforçar é que desde o início de julho o TSE tem se reunido com médicos para preparar esse protocolo e garantir para o eleitor e os mesários que eles poderão votar de forma segura”, ressalta. Uma coisa é certa, o uso de biometria está descartado para as eleições deste ano, já que seu uso poderia atrasar o voto e provocar aglomerações.

 

Karen Almeida, estudante do 1° período de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto.

 

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