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A POUCA VISIBILIDADE DO FUTSAL FEMININO
13/11/2020 18:23 em Esporte

CBF assume futsal feminino e promete investir no esporte

Salários baixos e  preconceito são os principais adversários das mulheres na modalidade feminina do futebol de salão. A folha salarial não passa dos 5 mil, e a estrutura dos clubes é deplorável em comparação ao masculino. Somente em 1983 é que o Brasil permitiu que mulheres praticassem o esporte como profissionais, apenas em 2001 uma Seleção foi formada. Além de driblar o preconceito de gênero ouvindo todos os dias que esportes não são para elas, as atletas ainda lidam com o fato de não haver nenhum apoio de patrocinadores, são completamente esquecidas e invisibilizadas.

Na sexta (06/11), o presidente da CBF Rogério Caboclo convocou um encontro com a jogadora brasileira Amandinha e o capitão Rodrigo, da seleção masculina. Também compunha a reunião a supervisora da seleção feminina, Tatiana Weysfield, e Fellipe Drommond, presidente do Sorocaba. A intenção da Confederação Brasileira de Futebol é gerir as seleções feminina e masculina dando melhor suporte e estrutura para os clubes e atletas. A Liga Nacional de Futsal, que se tornou independente em 2014, também entra para o pacote de apoio da CBF.

- Agradeço demais essa representatividade que consegui através de títulos e do que conquistei na modalidade. É um orgulho imenso poder representar minhas companheiras e ter o espaço feminino. Fico muito feliz pela oportunidade e pelas mulheres poderem ter seu espaço - disse Amandinha.

Durante a reunião na sede, Amandinha, seis vezes melhor do mundo, reclamou das péssimas condições da CBFS (responsável pelo futsal desde 1979). A dívida passa dos 6 milhões, e caso a CBF assuma a gestão das seleções, a CBFS passará a administrar somente competições nacionais e regionais.

O número de mulheres que passaram a jogar futsal aumentou nas últimas décadas, assim como o número de participações em competições nacionais e internacionais. Porém o investimento em categorias de base e estruturação de clubes ainda é muito pouco, e precisa da contribuição de patrocinadores para apoiar a modalidade. A luta por igualdade continua, talento e amor pelo futsal nunca faltaram para as meninas do Brasil.

 

Ana Júlia Amorim, aluna de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

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