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O VAI E VEM DE TÉCNICOS ESTRANGEIROS NO BRASIL
18/11/2020 16:34 em Esporte

Nos últimos anos, muitos técnicos estrangeiros vieram trabalhar no Brasil em busca de mudar o modelo de jogo ultrapassado que paira por aqui. Nomes atuais como o português Ricardo Sá Pinto no Vasco, o argentino Jorge Sampaoli no Atlético-MG e o português Abel Ferreira no Palmeiras, levantam a tese que a busca do trabalho quase “perfeito” está fora do nosso continente.

Entretanto, alguns treinadores usam o Brasil como escada para a Europa, um bom exemplo é o ex técnico do Internacional, Eduardo Coudet, que abandonou o time na liderança do Campeonato Brasileiro para atuar na Espanha. O treinador optou pelo pequeno Celta De Vigo, que briga para não cair para a segunda divisão. O mesmo Coudet declarou que a diretoria do Inter não colocou a disposição novas contratações para o seu plantel e que, por isso, deixou o time. Mas quais são os seus planos com o time espanhol, tendo em vista menores investimentos se comparado a equipe do Beira-Rio?

Outro exemplo é o de Jorge Jesus, que fez uma “revolução” em 2019 com o Flamengo. Repetindo a maioria de seus jogadores, perdendo pouquíssimas partidas e jogando um futebol vistoso e bonito, o Rubro-Negro carioca obteve grandes conquistas. Porém em 2020, uma proposta do Benfica o tirou do Flamengo, deixando o time desolado e colocando fim no sonho do torcedor de que o Mister continuasse no clube. Jesus foi para Portugal disputar a pré-fase de grupos da Champions, mas não passou de lá, perdendo inclusive para o time de Abel na época, o PAOK da Grécia.

Até quando os investimentos do Brasil serão tão simples a ponto dos técnicos verem o país como escada para o velho continente? E os clubes, como vão conseguir mantê-los com tanta pressão por investimentos que eles não tem como conseguir? A válvula de escape vem do belo e rotineiro tapa buraco, no caso do Inter, Abel Braga, no Flamengo, Domènec Torrent, que pouco ficou. Fato é que o futebol Brasileiro continua com suas ondas, a espera do trabalho contínuo e vistoso. E é claro, estaremos aqui para contar essa história.

 

Pedro Henrique de Souza, estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto

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