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SELEÇÃO DA DÉCADA DA IFFHS SEM NEYMAR, E COM APENAS UM BRASILEIRO
04/02/2021 20:47 em Esporte

Principal nome da Seleção Brasileira nos últimos anos, Neymar, não foi sequer lembrado no time ideal da década (2011-2020) eleito pela IFFHS. Nesta seleção, há somente um brasileiro, o lateral-esquerdo Marcelo do Real Madrid. Mas afinal, a ausência do camisa 10 do PSG é justa?

No final do mês de janeiro, a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) elegeu os 11 atletas que formariam o dream team da última década (2011-2020), com nomes já esperados e de presença obrigatória, como Messi e Cristiano Ronaldo, e ausências que causaram alvoroço, principalmente no Brasil, como o atacante Neymar e o lateral-direito Daniel Alves.

A principal polêmica é a ausência do craque brasileiro, Neymar, que por mais que surpreendente, é justa. O ataque eleito foi composto pelo argentino Lionel Messi, pelo português Cristiano Ronaldo e pelo polonês Robert Lewandowski, dois nomes que dominaram a década e um terceiro, que a encerrou no topo do mundo da bola. Os três, além de serem os três principais artilheiros do período, foram eleitos pela FIFA, France Football e Globe Soccer melhores do mundo em pelo menos uma oportunidade, diferente do brasileiro. O grande questionamento é se Neymar não caberia na vaga do polonês, e caso, a década terminasse em 2019, como muitos acreditam, sim, Neymar seria o terceiro nome desse poderoso trio de ataque.

Até o final de 2019, o craque do Paris Saint Germain poderia sim ser o escolhido, já que até então ambos tinham caminhadas muito próximas, em relação a títulos, número de gols marcados e títulos conquistados, com o brasileiro levando vantagem. Afinal, Neymar havia conquistado a Liga dos Campeões e esteve em duas oportunidades entre os três melhores do mundo, enquanto Lewa ainda não tinha experimentado essas honrarias. E quando se trata de talento, não existem comparações, o brasileiro sempre será superior ao polonês. Porém, o fatídico 2020, faz toda diferença na hora da votação, ano esse, de total domínio do Bayern de Munique, e no qual, Lewandowski foi eleito, com todos os méritos, o melhor do mundo pela FIFA e pela Globe Soccer (a France Football não entregou a Bola de Ouro da temporada em razão da pandemia da COVID-19), enquanto Neymar esteve apenas em nono lugar. Desequilibrando, assim, a balança em favor do camisa 9 bávaro. Quanto a Messi e Ronaldo, por favor, não podem haver dúvidas, visto que, dominaram a década, empilhando títulos, artilharias e premiações.

Por outro lado, a escolha pelo alemão Philipp Lahm, na lateral-direita, não faz justiça à excelente e muito vencedora década do brasileiro, Dani Alves. Apesar de que a polivalência, destreza, inteligência e qualidade, além de seu título de Copa do Mundo devam ser sempre elogiados. Lahm encerrou sua carreira ao final da temporada 2016/17, enquanto o brasileiro disputava uma final de Liga dos Campeões pela Juventus, na qual foi um dos grandes protagonistas. Assim como Lewa e Neymar, ambos com estradas parecidas, mas nesse caso, desempatadas pela longevidade e maior qualidade técnica do brasileiro.

A seleção completa é composta por Manuel Neuer, no gol, Lahm, na lateral direita, Sergio Ramos e Virgil van Djik, como zagueiros, e Marcelo na lateral-esquerda. O meio campo eleito é formado por Luka Modric, Toni Kross e Andrés Iniesta. No ataque, como já mencionado, Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Lewandowski.

João Benedito do Nascimento Gonçalves, graduando em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

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