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VACINA DE OXFORD APRESENTA 79% DE EFICÁCIA EM CASOS SINTOMÁTICOS DA COVID
22/03/2021 16:36 em Dia a Dia

Após realização de um novo estudo clínico feito com 32 mil voluntários, o laboratório AstraZeneca informou nesta segunda-feira (22/03) que a vacina apresenta 79% de eficácia em casos sintomáticos da Covid-19.

O estudo desenvolvido pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca divulgou que a vacina produzida pela empresa juntamente com a universidade tem 79% de eficácia na prevenção de casos sintomáticos da Covid-19. Entre participantes com mais de 85 anos, a eficácia foi de 80%. A vacina também se mostrou segura e teve 100% de eficácia contra casos graves e contra aqueles que exigem hospitalização dos pacientes.

Os testes, de fase 3, foram feitos com 32.449 voluntários nos Estados Unidos, no Chile e no Peru. A vacina de Oxford é dada em duas doses. Nesses testes, elas foram aplicadas com 4 semanas de diferença, mas outros ensaios, anteriores, mostram que, se as doses forem dadas com um intervalo de até 12 semanas, a eficácia da vacina pode ser ainda maior. Esse intervalo de 12 semanas é o que está sendo feito na vacinação no Brasil.

Dos 32.449 voluntários que participaram dos testes, 141 tiveram sintomas de Covid-19. Cerca de 20% dos voluntários tinham 65 anos ou mais, e cerca de 60% tinham comorbidades associadas a um risco maior de complicação para a Covid-19, como diabetes, obesidade severa e doenças cardíacas.No início do mês a vacina Oxford-AstraZeneca foi suspensa temporariamente em diversos países europeus, incluindo Noruega, França e Dinamarca, devido a relatos de coagulação sanguínea em pacientes após a inoculação.

Uma investigação emergencial realizada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) chegou à conclusão na última quinta-feira (18/03) de que a vacina é "segura e eficaz" na prevenção do coronavírus e "não está associada a um aumento no risco geral de eventos tromboembólicos ou coágulos sanguíneos"

Um estudo preliminar feito por pesquisadores brasileiros e da Universidade de Oxford divulgado na quinta-feira (18) apontou que as vacinas de Oxford e da Pfizer foram eficazes contra a variante brasileira do coronavírus, identificada pela primeira vez em Manaus, a P.1.

 

Sara Lambert Estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto

 

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